Todos nós usamos as ferramentas emocionais e cognitivas que aprendemos durante nossa vida. Às vezes, esses recursos são insuficientes e podem ser utilizados de maneira prejudicial, outras vezes, eles são adaptativos, mas em geral, estamos tentando fazer o melhor com o que temos no momento.
Na terapia, buscamos entender que nossos comportamentos, por mais imperfeitos que possam parecer, são tentativas de lidar com o mundo e com os desafios da vida. É comum nos sentirmos mal e frustrados com nossos erros, mas é importante reconhecer nossas tentativas.
Mesmo quando não agimos de acordo com o que poderia ser a melhor opção para nós e os outros ao nosso redor, os erros são parte do processo de aprendizado.
Quando nos aprofundamos em nossas histórias, podemos identificar pensamentos, crenças e comportamentos que estão intimamente ligados às nossas experiências. Em algum momento, cada comportamento que aprendemos teve uma função — mesmo que agora não seja mais saudável.
A autocompaixão e o reconhecimento do esforço em tentar mudar não são uma forma de fugir da responsabilidade que acompanham os erros, mas sim uma maneira de ver o processo de mudança com mais gentileza.

